sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

Capa e contracapa



Como adquirir este livro

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Sumário

Apresentação
Preciso enlouquecer, senão eu morro 7

Crítica do senso comum
Somos inquilinos do além 11
Somos inquilinos do além 2  12
A filosofia é útil? 13
Questão de estilo 14
Cuidado com seus desejos  17
“O segredo”: sobre o otimismo e o pessimismo  22
Desejar mais o que se tem do que o que não se tem  30
Se você é tolo, é melhor ser otimista  31
A gratidão 32
“Perdoa, mas não esquece”? 36
A fidelidade  38
O que não é a felicidade  43
Felicidade: o papel da autoavaliação 44
Felicidade: paz ou excitação?  46
“É psicológico”?  49
Pela demolição dos provérbios  52
“Tudo é relativo”? 53
Qual é o sentido da vida? 54
“A vida é curta”? 56
A morte e o medo de ser esquecido 58
“Nada acontece por acaso”? 60
“Você acredita em destino?” 62
Aqui se faz e aqui se dá o calote  64
“A voz do povo é a voz de Deus”? 65
Superstição: se dizer acontece?  66
“Cadê o Deus?” 68
De Deus em quando  70
Onipotência divina 73
Deus e a questão do mal 74
Religião e delírio 78
“Com Deus não se brinca”?  79
“O tolo não sabe o que diz e o sábio não diz o que sabe”?  81
“Quem não deve não teme”?  82
“Homossexualidade é opção?”  83
Pequenas digressões psicopatológicas (A automutilação)  86
Pequenas digressões psicopatológicas (O fetiche por pés)  87
Seriedade e falta de espírito 89
Fases da vida  90
Aos educadores  91

(Quase) contos
Desapego e compaixão como sentidos para a vida 95
O pensamento positivo cronifica obsessões 100
Viagens traduzem nosso desejo pelo insólito 102
Vivências e vexames 106
Vivências e vexames 2 (Euclides!) 109
Exercitando o nonsense 112
Aprendendo na porrada 116
Cachorros e pessoas 120
Loucos de rua 122
Quando “fui” gari 125
Mergulhos 131
O naturismo 134
O consultório do Freud mal-assombrado 139

Marginália
A crítica da bunda pura  147
O ser humano é essencialmente covarde 150
Crianças 151
Mudei 153
Mudei 2 (O império do autismo e suas seduções) 155
Galinhas  156
O parto de uma tempestade 159
Papel higiênico com “florzinhas” 160
A verdade é o tédio da imaginação  162
Xuxa  164
Pornografia 167
Intestino bão169
About chavequism (Introdução) 171
Brasília é alucinógena 174

Depoimento na orelha do livro

Adriano Facioli sempre foi um poço de criatividade. Criatividade incrustada no DNA, no sangue, nos olhos saltados, no jeito meio sem jeito, nos sensacionais pressupostos teóricos da Psicanagem e nas tiradas sensacionais do "clube da piscina" - pura intelectualidade engajada à beira d´água, sob o sol inclemente do sertão paulista. Filho de uma terra cervejeira, cheia de luz e coisa pra dizer e viver, Dom Facioli saiu pelo mundo a dizer sua mensagem, seja lá ela qual for, e lutar contra a cretinice dominante. É um Dom Quixote vestido de gari, intitulado de doutor e com cara de cientista louco que resolveu parir a verdade em forma de poesia. Se essa verdade é verdadeira ou não, não importa, o que importa é seu gênio criador e criativo, parindo furiosa e honestamente toda e qualquer verdade que se aboleta em seus hemisférios cerebrais.
Agradeço todos os dias por ter a oportunidade de conhecer gente do naipe deste cara - um grande cara, por sinal.

Alexandre Márcio Macedo Rocha, vulgo Ioda (Macedo do Bispo Macedo e Rocha de Glauber Rocha, ou seja: uma bíblia na mão e uma ideia na cabeça)
Professor de Ciências do sertão sudestino

Apresentação de Alessandro Oliveira (Rádio Nacional)

"Preciso enlouquecer, senão eu morro"

Um grito desesperado e sem sentido? Ou excesso de lucidez? Se você ficou curioso, eis aqui uma ótima indicação de literatura. Conheça esta obra de Adriano Facioli.
Este escritor já foi chamado de “Antonin Artaud tropical”, “delinquente como um Jean Genet atormentado por um coração inchado”. Eu prefiro a minha versão sobre Facioli. Considero aqui sua brilhante formação acadêmica, mas principalmente a expressão de um sagaz pensador do cotidiano, do mundano e bastante humano.
A leitura do livro faz de você um cúmplice, que nem sempre vai concordar, mas com certeza vai refletir. O intrigante  título da obra já serve pra mostrar como somos atraídos por desvendar o seu sentido. Adriano Facioli já escreveu sobre hipnose e ironia, linguística, semiótica e filosofia, ambiguidade, nonsense, além de ter uma poesia lapidada. Mas Inquilinos do Além é diferente, condensa e expande esses temas de maneira prática e existencial, acessível ao público sem perder a sensibilidade cirúrgica para dissecar a vida.
Doutor em Psicologia pela Universidade de Brasília, as seleções e premiações em concursos de poesia e contos já teceram uma história que segue personificada. O escritor realmente transforma em texto o que ele é: um pensador, um poeta, um crítico, um terapeuta. Inspirado em obras de Lacan, Freud, Roland Barthes, Octavio Paz, Heidegger, Nietzsche e Charles Sanders Peirce, as leituras sobre psicanálise, teoria sistêmica, zen budismo, lógica, filosofia analítica e da linguagem, incluem Wittgenstein e Kierkegaard, André Comte-Sponville e uma atual inclinação a meditar sobre a felicidade, o bem-viver, a sabedoria e as virtudes, além de considerar a análise do comportamento um produtivo campo de estudos. Entre tantos universos intelectuais, Facioli conhece quando a loucura se mostra como uma opinião sensata sobre os fatos.
Mas pra quê tantas citações, nomes de pensadores, conhecimento aglutinado num homem que se dirige exclusivamente aos acadêmicos? Temos aqui neste livro a manifestação essencial, sedimentos de um pensador que se dirige a quem está aquecido para mergulhar e tirar suas próprias conclusões. Temos neste livro a melhor forma de acessar o que se esconde atrás das lentes grossas, olhos saltados, expressão lunática de um viciado em ideias, leituras e conhecimento. Mas calma, Facioli é gente, transita bem entre a academia e o mundo lá fora.
Minha experiência com Facioli partiu de uma abertura comum ao que não faz sentido, aceitando como um exercício a criação de pontes entre ideias desconexas. Adorávamos verborragizar descompromissados com o nexo, numa demonstração particular da própria capacidade de não perder a sequência de palavras. Outra brincadeira era assistir TV sem som e dublar quem aparecia. Quem disse que Doutor não pode ser criança? Isso tudo aconteceu quando o Frank – apelido antigo de Facioli – chegou a Brasília para estudar. Desde então sigo partilhando seu viés ao enxergar o mundo, com os defeitos peculiares de quem tem estilo.
Neste livro, caro leitor, você encontra a apreciação particular de Adriano Facioli sobre questões do dia a dia, sobre valores e ideias, sobre política, sobre ser humano e as humanidades pertinentes: o sexo, a morte, a esperança, o viver nu, os problemas estomacais. Deus, Xuxa e Brasília. Sacadas céticas, comentários duros, humor inteligente. Posso dizer que trata-se de uma leitura terapêutica para aqueles já habituados a considerar-se em contexto: sem deixar suas certezas de lado, você já contemplou o assunto por esse prisma? Tornar-se consciente é psicologia aplicada.